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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Projetos, discussões, debates, burocracia... E nada na prática!
Caso você possua algum dado importante para complementarmos a postagem, comente. Vamos discutir sobre o assunto.
Complementando a postagem ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA PRECISA SER REVISTO, DIZEM DEBATEDORES: PROPOSTAS QUE TRATAM DO TEMA TRAMITAM NO CONGRESSO HÁ MAIS DE DEZ ANOS
É engraçado como as coisas por aqui sempre são bem complicadas quando dizemos de colocar em prática. Cria-se uma lei e/ou alguma é alterada e falta o que? Falta a prática das mesmas. Existem cotas para a contratação de deficientes nas empresas, existe a fiscalização? Não. Existem leis que exigem que todos os locais públicos possuam meios práticos para pessoas portadoras de deficiência terem acesso, existe fiscalização? Não. Digo que não existe, pois andando dentro das organizações e quaisquer estabelecimentos, nunca vemos pessoas com necessidades especiais trabalhando no local. Será que não há espaço no mercado ou não oportunidade dos empregadores?
Acredito que uma coisa deveria ser lei, ou já é lei e só está faltando fiscalização, é a auditoria em construções de qualquer tipo de atuação, isto é, empresas que estão em projetos de ampliação, novas estruturas ou novas organizações sendo fundadas, antes da famosa “mãos à obra” deveria haver um engenheiro especializado para fiscalizar se no projeto à adaptação para possíveis funcionários com deficiência física e/ou clientes futuros. Não importa o segmento, todos devem ter as adaptações necessárias.
Chega de ficar discutindo estatuto da pessoa com deficiência. Acredito que cotas também em universidades ou concursos públicos não são de valia alguma. Pois, portadores de deficiência física possuem inteligência igual ou até mesmo superior aos demais concorrentes. O que deve haver é consciência dos grandes executivos em contratar cadeirantes, anões, pessoas sem algum membro do corpo, cegos, surdos, mudos, etc.
Lembrem-se: Caso você possua algum dado importante para complementarmos a postagem, comente. Vamos discutir sobre o assunto.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011
ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA PRECISA SER REVISTO, DIZEM DEBATEDORES: PROPOSTAS QUE TRATAM DO TEMA TRAMITAM NO CONGRESSO HÁ MAIS DE DEZ ANOS.
Estatuto da pessoa com deficiência precisa ser revisto, dizem debatedores: Propostas que tratam do tema tramitam no Congresso há mais de dez anos.
O projeto que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00) precisará ser revisto quando for retomada a sua discussão no Congresso. Essa é a posição dos participantes de seminário promovido nesta quarta-feira pela Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A proposta de Paulo Paim (PT-RS), ex-deputado e hoje senador, causa polêmica devido a uma suposta falta de sintonia com o tratado internacional resultante da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, em 2006. Mais de 140 países são signatários do tratado, incluindo o Brasil.
No seminário, realizado no Senado, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região Ricardo Tadeu da Fonseca explicou que o PL 3638/00 iniciou sua tramitação antes da ratificação da convenção pelo Congresso Nacional, em 2008. “O projeto está substancialmente inconstitucional e precisa ser revisto radicalmente”, disse.
Segundo Ricardo Fonseca, o ideal seria fazer um substitutivo, em uma ação conjunta da Câmara e do Senado e com apoio de técnicos. Para ele, esse novo texto tornaria mais eficaz a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, ao colocar, em um só lugar, todas as normas hoje válidas no Brasil.
A subprocuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Maria Aparecida Gurgel, afirmou que outras normas precisarão ser revisadas, como as leis previdenciárias. “A lei precisa ser revista porque, por exemplo, a pessoa com deficiência intelectual que recebe pensão não pode trabalhar. Ora, trabalho é um direito constitucional, e a convenção reforça esse direito ao trabalho”, disse.
Percepção sobre a deficiência.
O seminário reuniu deputados, senadores e representantes de entidades de defesa dos direitos da pessoa com deficiência para discutir a melhor forma de colocar em prática os dispositivos da convenção da ONU. Os palestrantes foram unânimes ao afirmar que a principal mudança provocada pelo documento é a da percepção em relação à deficiência.
A presidente da Rede Latino-Americana de Organizações de Pessoas com Deficiência e suas Famílias, Regina Atalla, afirmou que a sociedade deve deixar de caracterizar a pessoa com deficiência com base em sua limitação, buscando, ao contrário, minimizar essa limitação, dando oportunidades iguais.
Segundo Regina Atalla, um livro de 100 páginas reproduzido em braile terá quase 500 páginas, mas hoje, com a tecnologia, é possível produzir um livro digital. “Mas há toda uma briga de direitos autorais que impede os cegos de ter acesso à literatura. Isso é inaceitável”, afirmou.
Fonte: Câmara dos Deputados, 07.04.2011.
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Ai que bonitinho!
O título desta postagem tem tudo a ver com o que irá ser dito abaixo. Essa semana, mais exatamente no dia 06, estava voltando (a pé, próximo ao trabalho) do meu horário de almoço, quando me deparo com três mulheres na minha frente conversando quando atravessavam a rua. Pararam na calçada para aguardar a passagem dos carros e eu com muita pressa as ultrapassei. Estava eu com a minha roupa de todos os dias de trabalho: calça, sapato e camisa social. E quando de repente ouço as seguintes frases das mulheres: “olha que lindinho”; “ai que bonitinho”; “olha a roupinha dele”; “quero um desse pra mim”, etc. Enfim, essa ilustração foi para introduzir um assunto bastante interessante, porém não falado na maioria das vezes. O desrespeito “fingido” aos deficientes físicos.
Quando citei o fato ocorrido acima, não quis dizer que o ato daquelas mulheres foi um ato de desrespeito “fingido”. Acredito que esses tipos de atitudes não nos afetam de maneira alguma. Mas, sim quero destacar nesta postagem os atos contrários dessas mulheres. Pessoas que comentam sobre você em uma altura muito clara aos meus ouvidos, achando que não estou ouvindo. Já passei por uma situação seguinte: estava caminhando, quando me deparo com dois jovens conversando. Quando me aproximo dos mesmos, param de falar e ficam totalmente em silêncio (prestando atenção em cada detalhe em mim). Quando termino de passar por eles, começam a dar risadas extremamente exageradas. O que você acha que passa por nossas cabeças? É exatamente sobre essas atitudes que estou aqui destacando como erradas. Posso ser extremamente diferente, porém não sou extremamente engraçado ao ponto das pessoas darem risadas na minha frente. Já ocorreram fatos assim que jovens apontam o dedo em minha direção, dão risadas e já ouvi diversos comentários totalmente inaproveitáveis.
Peço, com muita gentileza, tratem as pessoas com igualdade. Só não tenho tamanho, mas tenho tudo o que qualquer pessoa deseja e possui como ser humano.
Se quiser fazer algum tipo de comentário, faça com amor. Como as crianças fazem: “ai que homenzinho pequeno”; “olha o homem que pequeno” ou “oi, menininho”. Esses sim são comentários de extremo carinho. Ou comentários como às mulheres acima citadas: “olha que lindinho”; “ai que bonitinho”; “olha a roupinha dele”; “quero um desse pra mim”, etc.
TRATEM COM CONSIDERAÇÃO HUMANA. E NÃO COM CONSIDERAÇÃO SARCÁSTICA.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
Acondroplasia - PARTE DE MIM
Pensei em publicar meu primeiro Post sobre algo que faz e fará parte de mim pra toda a vida. Não é com a intenção de realizar um texto depressivo, pelo contrário, um texto totalmente informativo para todos conhecerem mais sobre essa minha “necessidade especial”. É muito interessante esse tipo de nanismo. Eu mesmo quando comecei a pesquisar sobre o assunto, não imaginava o quanto é vasto e cheio de emoções.
Considero-me uma pessoa muito importante e você que possui também essa necessidade deveria se considerar, pois de acordo com a Wikipédia a probabilidade de ocorrer esse tipo de nanismo é de um em cada 15.000 recém-nascidos. Segue abaixo algumas informações complementares:
Introdução
A acondroplasia é a forma mais comum de nanismo rizomélico (relativo à articulação coxo-femoral ou à do ombro, que se relaciona com a raiz de um membro). A doença tem herança autossômica dominante, mas mais de 80% dos casos são esporádicos, causados por mutações novas.
O nanismo pode ocorrer em qualquer pessoa, mesmo sem histórico na família. As causas podem ser endócrinas (distúrbios relacionados a produção de hormônio de crescimento) e também por mutação genética como é o caso da Acondroplasia.
Características
Suas principais características são: baixa estatura, braços e pernas pequenos desproporcionais ao tamanho da cabeça e comprimento do tronco. Suas principais características são: baixa estatura, braços e pernas pequenos desproporcionais ao tamanho da cabeça e comprimento do tronco. Esse encurtamento é principalmente na parte de cima dos braços e nas coxas. Um adulto com acondroplasia tem uma curva acentuada na parte final da espinha, que apresenta uma aparência saliente. Suas pernas quase sempre se tornam curvas e a pessoa pode apresentar limitada movimentação dos cotovelos, que não se dobram completamente. As mãos são pequenas e os pés, pequenos e largos. Muitas crianças acondroplásicas podem flexionar a articulação de seus dedos, pulsos, cintura e joelhos a um ângulo extremo devido a ligamentos frouxos de algumas articulações.
Como diagnosticar?
A acondroplasia pode representar um problema diagnóstico no berçário, já que alguns pacientes nascem com comprimento dentro da faixa do normal. Esses sinais são normalmente aparentes no nascimento e a acondroplasia pode ser diagnosticada nessa época, na maioria dos casos. Em geral, não há alteração intelectual. Não parece haver ligação entre a altura dos pais e a altura a que a criança com acondroplasia vai alcançar quando adulta. Há psicólogos, pediatras, endocrinologistas, geneticistas, ortopedistas e neurologistas que podem oferecer apoio. Muitas pesquisas estão sendo feitas sobre a acondroplasia e outros problemas de crescimento.
Segundo o médico ortopedista João Tomazelli, especializado em Nanismo pela universidade americana John Hopkins e considerado referência brasileira na área, é possível detectar o nanismo por ultra-sonografia, a partir do 5º mês de gestação.
Filhos.
Embora quem não tenha casos de nanismo na família possa ter filhos anões, o contrário necessariamente não é verdadeiro, ou seja, nem todo anão irá gerar filhos anões. Se os pais são anões do tipo acondroplásico, as probabilidades são de 25% terem filhos com estatura normal e de 75% terem filhos anões.
Dica
Para melhorar a qualidade de vida efacilitar a inclusão social, Tomazelli sugere a prática de esportes de baixo impacto, como natação, musculação e hidroginástica, inclusive para o controle da obesidade. Esportes de alto impacto não são indicados porque contribuem para o desgaste das articulações, gerando dores e doenças.
Conclusão RAFITUSFLY
Já passei por diversão situações engraçadas e também bastante constrangedoras. Porém, minha dica é: leve tudo com a mais pura tranqüilidade e bom humor. E quando ocorrer algum tipo de depressão, lembre-se que Deus tem um propósito em sua vida.
Lembro de uma situação que passei muito engraçada. E serve como forma de reflexão a todos que não adaptam seus estabelecimentos para receber alguém com algum tipo de necessidade especial. Cheguei a um banco para sacar dinheiro. E quando me deparei ao caixa eletrônico, percebi certo desespero. Não conseguia enxergar o visor e nem mesmo digitar no teclado. E então, chamei uma pessoa ali próxima pra me auxiliar (não há conhecia e era um homem). O parceiro não recusou o pedido de ajuda e prontamente, com todo o respeito, veio me auxiliar. Pegou o cartão de crédito, inseriu no caixa eletrônico e foi clicando em todas as funções de saque. Porém, quando houve necessidade de digitar a senha, me deparei com o problema. O parceiro não quis de maneira alguma que eu lhe dissesse a senha pra ele digitar. Então, ele realizou a proposta: “pego você no colo e te levanto até chegar ao teclado”. E foi ai que me deparei com uma situação que me constrangeu bastante. O local estava consideravelmente cheio de gente. Porém, como o parceiro se apresentou bem dedicado a me ajudar, não recusei. E fui levantado por ele até chegar ao teclado, digitei a senha e consegui sacar o dinheiro.
Encontramos muitas dificuldades no dia-a-dia. Compra de roupas, acesso a balcões de estabelecimentos, caixas eletrônicos, caixas de bancos, prateleiras de supermercados, etc. Portanto, segue para informações e consciência. Somos diferentes, porém somos iguais. Não dêem risadas, não fiquem olhando fixamente, tratem-nos como pessoas normais, somente com uma diferença, baixa estatura.
Observação: Todos podem namorar e casar, terem filhos, casa, carro, etc. Eu possuo um carro e dirijo muito (vou aonde quero), namoro uma menina linda (normal, sem problema de nanismo) e possuo uma família maravilhosa. Sou o único caso em todo o meu histórico familiar. Sou muito feliz e temente a Deus.
Fontes:
- Wikipédia – Link (http://pt.wikipedia.org/wiki/Acondroplasia)
- Portal São Francisco – Link (http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/nanismo/index.php)
Recomendo: http://www.ser.anao.nom.br/
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