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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Conheça Kenia Reis, portadora do nanismo e presidente da ANAERJ


Programa Especial exibido na TV Brasil em 20/11. Conheça Kênia Reis, uma advogada portadora do nanismo e presidente da ANAERJ (Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro). 

Kênia apresenta a sua família - marido e filho - e incentiva os pais dos portadores de nanismo a incluí-los na sociedade.

Nanismo, uma diferença como outra QUALQUER


Depois de muito tempo sem aparecer por aqui, resolvi voltar com “tudo”. Recebi diversas cobranças por redes sociais, e-mails, SMS’s, etc. da necessidade de escrever e me manifestar em relação a minha necessidade especial. Por isso resolvi abordar algo bem interessante primeiramente a você, pessoa com algum tipo de nanismo e depois às pessoas que convivem com esses indivíduos e/ou apenas dão risadas e perdem totalmente o respeito aos mesmos.

Aos deficientes:
 
Muitas vezes nos consideramos ridiculamente diferentes das demais pessoas. Muitas vezes nos consideramos seres de outro planeta. Muitas vezes achamos que somos o centro das atenções e que todos estão comentando e se divertindo as nossas custas. Realmente, muitas vezes pode ser isso mesmo que ocorra. Mas, qual o problema? Por que todos esses fatos devem interferir em nosso dia a dia? É esse o ponto que quero tratar.
    Existem nas nossas cidades, paises e até mesmo no mundo todo, pessoas feias, gordas e magras demais, pessoas estrábicos ou com óculos, pessoas com uma cabeça enorme e com uma orelha ou um nariz totalmente exagerados, etc. todas possuem em comum algum destaque que as tornam diferentes das demais que se intitulam “normais”. Por isso, não se ache inferior e não deixe que lhe tratem como inferior. Apenas diferente. Dificuldades de acesso ou outras dificuldades pertinentes à deficiência todos possuem. E devemos enfrentá-las com muito bom humor e inteligência.
    Eu tenho 25 anos e possuo acondroplasia, como todos já devem saber. E possuo uma independência fora do comum. Tenho carro, família, um trabalho excelente e uma vida social bastante agitada. E me considero alguém muito mais bem sucedido que muitas pessoas que, novamente, se intitulam “normais”. E o segredo sempre foi encarar a vida com normalidade. Não deixem e não exija que as pessoas que lhe tratem como diferentes e sim seja alguém que possui as mesmas necessidades, direitos e deveres das demais. Este é o grande segredo.
    Outro fato extremamente importante lembre-se sempre das pessoas que realmente amam vocês. Seus pais, amigos verdadeiros, pastores de sua igreja, familiares e principalmente a Deus. Se apóiem a essas pessoas e não deixem que nenhuma outra brinque com a sua condição atual. Você é e sempre será alguém muito importante pra Deus.

A vocês que não possui nenhum pingo de respeito:
 
    Precisam entender que somos pessoas normais. Pessoas que realmente possuem sentimentos. Caso isso seja novidade pra você, então o RafitusFly faz questão de abrir seus olhos para essa questão. Somos capazes de amar, dar carinho, sentir saudade e também perceber quando alguém está nos olhando com um ar de “curtição”. Engraçado, que muitas pessoas que dão risadas de nós, não possui 1% do nosso conhecimento, dos nossos bens patrimoniais, não possui ao menos capacidade alguma de sentimento, não possui emprego, não possui nenhuma independência financeira e muito menos amor de seus familiares. E no final das contas quem deveria rir somos nós. Mas, possuímos algo muito mais importante que tudo isso citado acima, respeito. Mesmo que não possuíssemos nada, fossemos meros miseráveis, mesmo assim deveríamos ser respeitado.
    Aceito de forma bem aberta olhares que transmitem curiosidade. Olhares de crianças, por exemplo, que não nos consideram pessoas engraçadas e sim pessoas com uma diferença das demais. Esses olhares rápidos de curiosidade, sim eu aceito.

Este grito de ATENÇÃO é apenas uma forma de expressar o que sentimos quando estamos em lugares públicos e não somos visto de maneira respeitosa.

Não somos comediantes, então parem de rir de como nós somos.
TV Tribo Nanismo


 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Honestidade! Será que todos nós temos isso?

Tenho falado muito sobre problemas enfrentados por deficientes físicos em todos os ambientes e principalmente no ambiente de trabalho. Falta de respeito, consideração e amor a seres humanos como nós. Estou postando abaixo um exemplo claro desta falta de respeito e consideração através de um vídeo do CQC, onde mostra o quanto o brasileiro é esperto, porém também mostra o quanto alguns brasileiros são extremamente íntegros, honestos e respeitosos.

Abaixo seguem links relacionados do RAFITUSFLY de seres humanos com algum tipo de deficiência e que precisam de consideração acima de tudo:







segunda-feira, 11 de abril de 2011

Projetos, discussões, debates, burocracia... E nada na prática!

Caso você possua algum dado importante para complementarmos a postagem, comente. Vamos discutir sobre o assunto.


É engraçado como as coisas por aqui sempre são bem complicadas quando dizemos de colocar em prática. Cria-se uma lei e/ou alguma é alterada e falta o que? Falta a prática das mesmas. Existem cotas para a contratação de deficientes nas empresas, existe a fiscalização? Não. Existem leis que exigem que todos os locais públicos possuam meios práticos para pessoas portadoras de deficiência terem acesso, existe fiscalização? Não. Digo que não existe, pois andando dentro das organizações e quaisquer estabelecimentos, nunca vemos pessoas com necessidades especiais trabalhando no local. Será que não há espaço no mercado ou não oportunidade dos empregadores?
Acredito que uma coisa deveria ser lei, ou já é lei e só está faltando fiscalização, é a auditoria em construções de qualquer tipo de atuação, isto é, empresas que estão em projetos de ampliação, novas estruturas ou novas organizações sendo fundadas, antes da famosa “mãos à obra” deveria haver um engenheiro especializado para fiscalizar se no projeto à adaptação para possíveis funcionários com deficiência física e/ou clientes futuros. Não importa o segmento, todos devem ter as adaptações necessárias.

Chega de ficar discutindo estatuto da pessoa com deficiência. Acredito que cotas também em universidades ou concursos públicos não são de valia alguma. Pois, portadores de deficiência física possuem inteligência igual ou até mesmo superior aos demais concorrentes. O que deve haver é consciência dos grandes executivos em contratar cadeirantes, anões, pessoas sem algum membro do corpo, cegos, surdos, mudos, etc.

Lembrem-se: Caso você possua algum dado importante para complementarmos a postagem, comente. Vamos discutir sobre o assunto.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA PRECISA SER REVISTO, DIZEM DEBATEDORES: PROPOSTAS QUE TRATAM DO TEMA TRAMITAM NO CONGRESSO HÁ MAIS DE DEZ ANOS.

Estatuto da pessoa com deficiência precisa ser revisto, dizem debatedores: Propostas que tratam do tema tramitam no Congresso há mais de dez anos.

O projeto que cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 3638/00) precisará ser revisto quando for retomada a sua discussão no Congresso. Essa é a posição dos participantes de seminário promovido nesta quarta-feira pela Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

A proposta de Paulo Paim (PT-RS), ex-deputado e hoje senador, causa polêmica devido a uma suposta falta de sintonia com o tratado internacional resultante da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, em 2006. Mais de 140 países são signatários do tratado, incluindo o Brasil.

No seminário, realizado no Senado, o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região Ricardo Tadeu da Fonseca explicou que o PL 3638/00 iniciou sua tramitação antes da ratificação da convenção pelo Congresso Nacional, em 2008. “O projeto está substancialmente inconstitucional e precisa ser revisto radicalmente”, disse.

Segundo Ricardo Fonseca, o ideal seria fazer um substitutivo, em uma ação conjunta da Câmara e do Senado e com apoio de técnicos. Para ele, esse novo texto tornaria mais eficaz a proteção dos direitos das pessoas com deficiência, ao colocar, em um só lugar, todas as normas hoje válidas no Brasil.

A subprocuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Maria Aparecida Gurgel, afirmou que outras normas precisarão ser revisadas, como as leis previdenciárias. “A lei precisa ser revista porque, por exemplo, a pessoa com deficiência intelectual que recebe pensão não pode trabalhar. Ora, trabalho é um direito constitucional, e a convenção reforça esse direito ao trabalho”, disse.

Percepção sobre a deficiência.

O seminário reuniu deputados, senadores e representantes de entidades de defesa dos direitos da pessoa com deficiência para discutir a melhor forma de colocar em prática os dispositivos da convenção da ONU. Os palestrantes foram unânimes ao afirmar que a principal mudança provocada pelo documento é a da percepção em relação à deficiência.

A presidente da Rede Latino-Americana de Organizações de Pessoas com Deficiência e suas Famílias, Regina Atalla, afirmou que a sociedade deve deixar de caracterizar a pessoa com deficiência com base em sua limitação, buscando, ao contrário, minimizar essa limitação, dando oportunidades iguais.

Segundo Regina Atalla, um livro de 100 páginas reproduzido em braile terá quase 500 páginas, mas hoje, com a tecnologia, é possível produzir um livro digital. “Mas há toda uma briga de direitos autorais que impede os cegos de ter acesso à literatura. Isso é inaceitável”, afirmou.

Fonte: Câmara dos Deputados, 07.04.2011.